Existência e História na clínica fenomenológico-hermenêutica

Autores/as

  • André Sendra de Assis
  • Gilberto Safra

DOI:

https://doi.org/10.37067/rpfc.v8i1.958

Palabras clave:

Psicologia clínica, fenomenologia hermenêutica, Martin Heidegger.

Resumen

O trabalho visa discutir a posição do terapeuta na clínica por meio de uma perspectiva fenomenológico-hermenêutica que, ao considerar que somos entes hermeneuticamente constituídos, coloca a abertura de ser, realizada numa temporalização que se dá por meio de uma historicidade pessoal, como aquilo que está fundamentalmente em jogo na existência humana. A partir de temas da obra tardia de Martin Heidegger, tais como a distinção entre História e Historiologia; acontecimento apropriador (Ereignis); ressonância; articulados com a analítica do ser-aí proposta em Ser e tempo, será traçado um modo de pensar a clínica que leve em conta, no manejo terapêutico, a possibilidade de o paciente alcançar, por meio de sua própria liberdade originária, uma rearticulação existencial capaz de se apropriar do passado, da sua tradição, e abrir um futuro articulado com o caráter indeterminado da existência: como caminho, como destinação.

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Publicado

2019-10-17

Número

Sección

Artículo