https://revistapfc.com.br/rpfc/issue/feed Revista Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea 2026-08-08T08:06:46-03:00 Gabriel Engel Becher pfcrevista@gmail.com Open Journal Systems <p>A revista Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea nasce como um movimento Sociedade Brasileira de Psicopatologia Fenômeno-Estrutural (SBPFE), encabeçado pelo seu presidente-fundador, o Prof. Dr. Guilherme Messas, com intenção e meta de desenvolver e difundir a psicopatologia fenomenológica no Brasil e no mundo. Assim, desde sua criação em 2012, a revista tem se voltado ao tema publicando artigos tanto de autores clássicos quanto de autores contemporâneos, bem como de novos pesquisadores da área. Além de seu fundador, a revista teve em seu quadro de editores a Profa. Dra. Virgínia Moreira (2016 e 2017). Atualmente conta com três responsáveis pela edição, o Dr. Flávio Guimarães-Fernandes (2018-atual), o Dr. Lucas Guimarães Bloc (2022-atual), Dra. Daniela Ceron-Litvoc (2018-atual) e o Dr. Gustavo Bonini Castellana (2020-atual).</p> https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1389 Alienação social ou transtorno mental? 2026-08-08T00:50:14-03:00 André Domenici de Alencar pfcrevista@gmail.com <p>Alienação, para o sociólogo Hartmut Rosa, pode ser entendida como a antítese dialética de Ressonância: a pessoa alienada perde a capacidade de ressoar/vivenciar o contato e relação com outras pessoas, seu meio e/ou consigo mesma. O sofrimento advindo da alienação de cunho social é endêmico na contemporaneidade e queixas relacionadas a ele são cada vez mais frequentes em consultórios psicológicos e psiquiátricos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1390 Emotional labour, identity, and burnout 2026-08-08T00:53:59-03:00 Anna Bortolan pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">This presentation explores the impact that certain forms of work can have on our personal life and wellbeing in virtue of their ability to shape affective experience. More specifically, I suggest that “emotional labour” can threaten self-identity due to how it can influence a person’s evaluative outlook on the world, and I explore some of the consequences that this may have for mental health.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1391 Beyond anecdotes 2026-08-08T00:57:28-03:00 Anthony Vincent Fernandez pfcrevista@gmail.com <p>Despite its century-long history, the field of phenomenological psychopathology has no widely agreed upon or systematically developed research methods</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1392 Possibilidades do olhar da psicopatologia fenômeno-estrutural no acompanhamento de pessoas com experiência de adoecimento por câncer 2026-08-08T01:00:34-03:00 Arlinda B. Moreno pfcrevista@gmail.com <p>A aqui denominada psicopatologia tradicional tem deixado de ser recurso à saúde mental, uma vez que, por meio de sua roupagem criteriológica (universalista), transformou-se em sinônimo de saúde mental (WHO, 2002).</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1393 A vulnerabilidade entrelaçada à experiência de pânico na psicopatologia fenomenológica 2026-08-08T01:02:52-03:00 Camila Souza pfcrevista@gmail.com <p>O transtorno de pânico, com ou sem sintomas de agorafobia, corresponde ao campo dos transtornos de ansiedade, os quais são os mais prevalentes na população global. Em termos epidemiológicos, até 33,7% das pessoas serão afetadas por um transtorno de ansiedade ao longo da vida.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1394 Desenvolvimento de linguagem como instrumento clínico na infância 2026-08-08T01:05:04-03:00 Cristiane Messas pfcrevista@gmail.com <p>O desenvolvimento infantil, do ponto de vista fenomenológico estrutural, é um processo de estruturação do sujeito em relação ao mundo. Os eixos estruturais de intersubjetividade, temporalidade e espacialidade se expandem gradualmente no desenvolvimento típico, contando com a participação ativa do desenvolvimento de linguagem.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1395 Suicídio na Adolescência 2026-08-08T01:07:10-03:00 Daniela Ceron-Litvoc pfcrevista@gmail.com <p>Esta apresentação propõe uma leitura fenomenológico-estrutural do suicídio na adolescência, como uma possibilidade facilitada pela situação de extrema modificação dessa fase.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1396 TDAH em mulheres sob a lente fenomenológica 2026-08-08T01:10:06-03:00 Elvira Ribeiro Madeira pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) costuma ser definido como um transtorno do desenvolvimento caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. O TDAH adulto é caracterizado por deficiências no funcionamento executivo, o sistema de coordenação central do cérebro responsável por guiar e regular o comportamento humano, com destaque para as funções de autorregulação e inibição de comportamentos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1397 O praecox feeling e a incompreensibilidade empática na esquizofrenia 2026-08-08T01:13:04-03:00 Flávio Guimarães-Fernandes pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">Este artigo explora o <em>Praecox Feeling</em> (PF), conceito cunhado por Rümke (1941), que descreve a sensação de estranheza e incompreensibilidade empática vivenciada por clínicos no encontro com pacientes esquizofrênicos. A partir da fenomenologia de Merleau-Ponty (MP), em especial de sua obra <em>Fenomenologia da Percepção</em> (1945), busca-se elucidar as condições de possibilidade desse fenômeno, articulando-o com as noções de corporeidade e intersubjetividade.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1398 Fenomenologia clínica do tempo vivido na urgência psicológica 2026-08-08T01:15:27-03:00 Francisco Luan de Souza Carvalho pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>A urgência psicológica costuma ser associada a manifestações intensas de sofrimento e à demanda por ações imediatas. No entanto, ainda há certa indefinição conceitual entre termos como urgência psicológica, emergência psiquiátrica e crise.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1399 Entre Barthes e Merleau-Ponty 2026-08-08T01:17:33-03:00 Gabriel Engel Becher pfcrevista@gmail.com <p>Esta apresentação propõe uma aproximação fenomenológica da experiência amorosa a partir do diálogo entre Fragmentos de um discurso amoroso (1977), de Roland Barthes, e Fenomenologia da percepção (1945), de Maurice Merleau-Ponty – para além das teorias sobre o amor.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1400 Corpo, Mundo e Sentido 2026-08-08T01:20:04-03:00 Gabriela Bonissoni Liberali pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">O caso clínico apresentado trata de C., um homem de 60 anos, com características compatíveis com estrutura esquizoide, marcada por retração afetiva, dificuldade de inserção no mundo compartilhado e intensa verticalização subjetiva. Desde o nascimento, C. vivenciou experiências precoces de rejeição e falha no cuidado materno: sua mãe passou por um luto intenso na gestação, teve depressão pós-parto e demonstrou rejeição, segundo relatos das irmãs. Desde a infância, C. se mostrou isolado, crítico e diferente, mantendo vínculos frágeis e ambivalentes.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1401 TDAH, medicalização e clínica 2026-08-08T01:22:07-03:00 Gabriela Frota de Paula Pessoa pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, sobretudo a partir dos anos 1990, passou a registrar um aumento expressivo nos diagnósticos, acompanhado pelo crescimento do uso de psicoestimulantes (Parnas, 2021; Henriksen &amp; Parnas, 2019). Esse fenômeno insere-se em um processo mais amplo de medicalização, no qual experiências humanas complexas são transformadas em categorias médicas e tratadas como disfunções químicas a serem corrigidas (Amarante &amp; Freitas, 2017).</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1402 Ludoterapia centrada na pessoa autista na perspectiva fenômeno-estrutural 2026-08-08T01:24:21-03:00 Gisella Mouta Fadda pfcrevista@gmail.com Rosa Angela Cortez de Brito pfcrevista@gmail.com <p>O processo clínico em psicologia com crianças e/ou adolescentes costuma ser viabilizado pela dimensão lúdica. Convencionou-se denominá-lo de ludoterapia. Na perspectiva humanista de ludoterapia, o brincar é entendido como um meio expressivo primordial.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1403 Considerações sobre o amor e o ciúme em A chave, de Junichiro Tanizaki 2026-08-08T01:26:43-03:00 José Henrique Sousa Luz pfcrevista@gmail.com <p>O romance <em>A chave</em>, do escritor japonês Junichiro Tanizaki, concede elementos que permitem uma instigante possibilidade de reflexão sobre a relação entre sexualidade e fenomenologia. Tanizaki conta a história de um casal em que marido e esposa escrevem separadamente seus respectivos diários, a princípio sem revelar o conteúdo ao parceiro, expressando nas páginas intensas confissões de caráter erótico.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1404 Frantz Fanon e a Fenomenologia 2026-08-08T01:28:48-03:00 Hernani Pereira dos Santos pfcrevista@gmail.com <p>A apresentação tem como objetivo estabelecer uma ponte entre a obra de Frantz Fanon e a fenomenologia, destacando suas implicações para a clínica ampliada e para a crítica das instituições em contexto colonial. Partindo de <em>Pele Negra, Máscaras Brancas</em>, o autor se propõe a responder a três questões principais: qual a fenomenologia presente nesse livro, como Fanon concebe a intersubjetividade e quais as consequências clínicas e contemporâneas de sua teoria.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1405 Sintomas obsessivo-compulsivos e psicoses endógenas 2026-08-08T01:31:33-03:00 Igor Studart pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">A inespecificidade dos sintomas obsessivo-compulsivos (SOCs) é reconhecida desde a psicopatologia clássica, seja pela sua presença no curso de psicoses endógenas (Bleuler, Schneider) ou de forma episódica/crônica em afecções não psicóticas graves (Kernberg, Hoch-Poulatin). A partir da perspectiva fenomenológica-dialética, este trabalho busca evidenciar o significado estrutural dos SOCs no contexto das psicoses endógenas, restringindo-se a comentários clínico-psicopatológicos.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1406 Primeiras crises psíquicas 2026-08-08T01:34:11-03:00 Ileno Izidio da Costa pfcrevista@gmail.com <p>A crise psíquica é uma manifestação recorrente em quadros psicopatológicos (pródromos), mas também em nossas vivências diárias e de desenvolvimento. Marcada pela desorganização do eu-em-construção-histórica e do mundo circundante-vivido, manifesta-se como um momento em que se vivencia desequilíbrios significativos em diferentes dimensões.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1407 Pour une éthique, une citrique et une clinique de l'inutile en psychopathologie phénoménologique 2026-08-08T01:37:20-03:00 Jérôme Englebert pfcrevista@gmail.com <p>La clinique de la schizophrénie interroge une dimension essentielle des choix et décisions dans le processus clinique notamment en ce qui concerne la verbalisation narrative à propos du vécu. Classiquement, on estime qu’une rencontre intersubjective autour de l’expérience profonde est un moment qui peut être décisif pour les personnes (qu’elles soient malades mentales ou non).</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1408 A fenomenologia da hiper-reflexividade e a(s) experiência(s) esquizofrênica(s) 2026-08-08T01:40:07-03:00 Juliana Pita pfcrevista@gmail.com <p>Na psicopatologia fenomenológica, a esquizofrenia é compreendida como uma alteração profunda da estrutura da experiência vivida. Um dos fenômenos centrais é a hiper-reflexividade: uma forma excessiva de atenção voltada para si mesmo, que torna explícito e problemático aquilo que, na vida cotidiana, é vivido de maneira tácita, como o corpo próprio, o pensamento ou a relação com os outros.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1409 Entre a doença oncológica e o transtorno psíquico 2026-08-08T01:42:09-03:00 Laura Ciaramello Vieira pfcrevista@gmail.com Marina Guitti de Souza pfcrevista@gmail.com Daniela Ceron-Litvoc pfcrevista@gmail.com Eloisa Helena Rubello pfcrevista@gmail.com Valler Celeri pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">Esta apresentação propõe uma reflexão sobre as particularidades da experiência do duplo adoecimento — oncológico e psíquico — durante a adolescência. Para dar voz a essa vivência, relataremos a trajetória de uma adolescente que realiza tratamento oncológico. Com base na escuta clínica, articulada com a literatura de pesquisas qualitativas sobre a vivência do adoecimento nessa população, será desenvolvida uma discussão de inspiração fenomenológica, à luz da experiência vivida. </span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1410 Entre filosofia, psiquiatria e psicologia 2026-08-08T01:45:56-03:00 Lucas Bloc pfcrevista@gmail.com <p>Esta conferência propõe uma reflexão sobre o lugar — ou o não-lugar — da Psicopatologia Fenomenológica (PF) no cenário clínico contemporâneo. A partir de uma abordagem inspirada na ambiguidade merleau-pontyana, defende-se que a PF não se fixa em um território único, mas se constitui no entrelaçamento entre filosofia, psicologia e psiquiatria</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1411 Vivir es escribir el poema que somos. Ficciones literarias, sentido e identidad 2026-08-08T01:48:35-03:00 Martín Buceta martinbuceta@uca.edu.ar <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">La conferencia se propone indagar en el rol de la ficción literaria en la constitución del sentido y de la identidad personal. El punto de partida es una pregunta recurrente en la tradición filosófica y literaria: ¿por qué leemos y producimos ficciones? Si bien las neurociencias de la narrativa han mostrado que la ficción cumple funciones adaptativas —facilita la cognición social, promueve la cohesión comunitaria, fomenta la internalización de normas y la elaboración de estrategias para la vida real—, aquí se argumentará que su papel más decisivo reside en la configuración de la subjetividad y en la construcción de sentido.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1412 A experiência vivida da recuperação na bulimia nervosa 2026-08-08T01:51:22-03:00 Monalisa Teles pfcrevista@gmail.com <p>Esta pesquisa teve como objetivo compreender, sob uma perspectiva fenomenológico-crítica, a experiência de recuperação vivida por mulheres com bulimia nervosa, valorizando os sentidos que emergem em suas trajetórias e o modo como atribuem significados ao processo.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1413 A estrutura da maternidade e as possibilidades da sexualidade na experiência materna 2026-08-08T01:53:34-03:00 Raquel Jandozza Batista pfcrevista@gmail.com <p>A maternidade, enquanto fenômeno complexo, transcende o mero ato biológico, revelando uma intrincada rede de experiências emocionais, psicológicas e sociais.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1414 Amor em Ellen West 2026-08-08T01:55:16-03:00 Thaís de Castro Gazotti pfcrevista@gmail.com <p>Este ensaio aborda o caso de Ellen West, destacando a relação entre o amor e a anorexia nervosa sob a ótica da psicopatologia fenômeno-estrutural.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1415 O lugar da Psicopatologia fenomenológica na psicoterapia com João 2026-08-08T01:58:15-03:00 Virginia Moreira pfcrevista@gmail.com <p>João foi atendido em psicoterapia no enfoque humanista fenomenológica, que é um desenvolvimento clínico contemporâneo, pensado a partir da interseção de três vertentes: 1) a Psicologia&nbsp; Humanista do psicólogo norte-americano Carl Rogers, que fornece a&nbsp; base clínica da relação terapêutica e de facilitação do processo; 2) a&nbsp; Psicopatologia Fenomenológica, que traz a lente sobre as experiências&nbsp; de adoecimento em seus diferentes modos de funcionamento; e 3) a&nbsp; Fenomenologia de Merleau-Ponty, que consiste no fundamento&nbsp; epistemológico para a compreensão dos significados das experiências,&nbsp; fomentando a proposta do método fenomenológico no contexto clínico.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1416 A depressividade em mulheres lésbicas 2026-08-08T02:00:59-03:00 Waleska Karla Ramos de Macêdo pfcrevista@gmail.com <p>A depressividade em mulheres lésbicas é um tema de grande relevância clínica e social, especialmente diante dos índices epidemiológicos que apontam maior prevalência de depressão em mulheres, incluindo lésbicas e bissexuais.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1417 As crianças também sofrem 2026-08-08T02:04:03-03:00 Willyan Mota pfcrevista@gmail.com Lucas Bloc pfcrevista@gmail.com <p>No cenário contemporâneo, muito se tem discutido sobre os temas que atravessam a infância. Desde depressão, questões do neurodesenvolvimento e o uso excessivo de telas até experiências como a ansiedade.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1332 Corporeidade e sofrimento em homens de minorias sexuais 2026-08-07T15:57:13-03:00 Paulo Yuri Pinheiro da Nóbrega pfcrevista@gmail.com Victor Monteiro pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>Homens de minorias sexuais tendem a apresentar níveis mais acentuados de insatisfação corporal e maior probabilidade de desenvolver patologias alimentares se comparados aos seus pares heterossexuais. A literatura científica corrente sugere um papel significativo de estressores sociais na criação e manutenção deste cenário, os quais parecem operar na transformação das experiências de corpo e de identidade desses homens.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1333 Compreensão da ansiedade no setting clínico 2026-08-07T16:06:40-03:00 Idálya Nogueira Lobo pfcrevista@gmail.com Nicole Gomes Silva pfcrevista@gmail.com Anna Karynne Melo pfcrevista@gmail.com <p>A ansiedade, comumente enquadrada como transtorno psíquico por referenciais biomédicos, assume contornos distintos quando compreendida à luz da psicopatologia fenomenológica.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1334 Entre o cuidado e o adoecimento 2026-08-07T16:13:14-03:00 Letícia Coelho Bezerra de Meneses pfcrevista@gmail.com <p>Na contemporaneidade, a pressão com a estética corporal e a busca pelo corpo ideal ganhou destaque entre a vida e a rotina das pessoas, especialmente das mulheres. Em 2023, o Brasil realizou 3,4 milhões de procedimentos, sendo 1,2 milhões de procedimentos estéticos não cirúrgicos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1335 Corpos (in)visíveis 2026-08-07T16:19:14-03:00 Flora Dimitria Melo Oliveira pfcrevista@gmail.com Camila Pereira de Souza pfcrevista@gmail.com <p>A obesidade pode ser estabelecida, do ponto de vista biológico, principalmente pelo excesso de gordura corporal, sendo considerada uma doença crônica multifatorial, influenciada, também, por elementos sociais, culturais e econômicos. Seu diagnóstico envolve o uso do IMC e de medidas complementares, reconhecida como uma epidemia global.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1336 A experiência como ponto de encontro entre a abordagem centrada na pessoa e a psicopatologia fenomenológica 2026-08-07T16:24:56-03:00 Lúcio Vânio da Silva Costa pfcrevista@gmail.com <p>A Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Carl Rogers, é uma abordagem terapêutica e filosófica que enfatiza a importância da experiência relacional&nbsp; por meio da autenticidade tendo como base uma relação terapêutica de confiança&nbsp; entre o psicólogo e o cliente.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1337 Psicopatologia, fenomenologia e relação terapêutica 2026-08-07T16:28:56-03:00 Miguel Almada Horta Montero pfcrevista@gmail.com Garlana Lemos de Sousa pfcrevista@gmail.com <p>A experiência clínica psicoterápica convida seus participantes constantemente a encontrar-se com os mais diversos e particulares mundos vividos, como exercício constituinte do próprio fazer do psicoterapeuta. Um ponto de particular inflexão, no entanto, propõe-se no início do contato clínico dos estudantes de psicologia com um outro real, em um entrelaçamento no qual olhares se cruzam, intencionalidades encarnam-se em gestos e as inquietações trazidas não mais estão limitadas a palavras em uma folha de papel.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1338 Para além da patologização 2026-08-07T16:34:33-03:00 Alison Lopes dos Santos pfcrevista@gmail.com Juliana Pita de Albuquerque Pereira pfcrevista@gmail.com <p>Na contemporaneidade, a ansiedade tem sido frequentemente tratada sob um viés patologizante, sendo dissociada de sua dimensão existencial e reduzida a uma mera manifestação disfuncional, enquadrada em categorias diagnósticas. Essa perspectiva gera uma problemática central: a descaracterização da ansiedade como fenômeno inerente à condição humana, transformando-a em objeto, limitando as possibilidades de compreensão e cuidado clínico.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1339 O resgate do corpo sensível 2026-08-07T16:39:14-03:00 Isadora Marques Viana isadoramarquesvianaa@gmail.com Camila Pereira de Souza camilasouza@unifor.br <p>A integração entre arte e psicoterapia pode ser uma ferramenta de promoção da saúde. A Terapia Expressiva, atrelada à Abordagem Centrada na Pessoa, utiliza recursos criativos para favorecer a expressão subjetiva, valorizando acolhimento e escuta empática. Contudo, pode incorrer em uma leitura com enfoque subjetivista da experiência.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1340 A (in)definição da urgência psicológica e seus desdobramentos clínicos 2026-08-07T16:43:48-03:00 David Lino Lobo Marques pfcrevista@gmail.com Francisco Luan de Souza Carvalho pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>A noção de urgência psicológica é amplamente utilizada nos contextos clínico, acadêmico e institucional, mas ainda carece de uma definição clara, consolidada e consensual nas produções em saúde mental. Este trabalho apresenta resultados parciais de uma revisão de escopo que visa mapear como a urgência psicológica tem sido conceituada e abordada nas diferentes perspectivas teóricas e práticas da psicologia e da psiquiatria, identificando seus desdobramentos clínicos e principais lacunas conceituais.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1341 Religiosidade e esquizofrenia 2026-08-07T16:48:49-03:00 Marina Simas Leal pfcrevista@gmail.com Sara Guerra Carvalho de Almeida pfcrevista@gmail.com <p>A psicopatologia fenomenológica surgiu como uma compreensão das experiências de adoecimento a partir da descrição das condições de existência subjetivas. Desta forma, o fenômeno jamais seria visto como um elemento isolado, mas sim, como uma expressão do mundo vivido.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1342 “Quando, na verdade, a vitória é dar consciência de si mesmo” 2026-08-07T16:53:18-03:00 João Guilherme Jatay Mota Garros pfcrevista@gmail.com Rafael Ayres de Queiroz pfcrevista@gmail.com <p>O presente trabalho tem como propósito compreender, de maneira ética e crítica, as expressões do sofrimento psíquico, utilizando a entrevista clínica de anamnese como método de investigação e de atuação na Psicologia. Essa atuação desenvolveu-se a partir de uma experiência prática como psicólogo em formação durante o Estágio Básico, no curso de graduação em Psicologia em uma universidade do Nordeste do Brasil.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1343 A ambiguidade do corpo em cena 2026-08-07T16:58:31-03:00 Valdenia Maria Lima Leandro Saraiva pfcrevista@gmail.com Juliana Pita de Albuquerque Pereira pfcrevista@gmail.com <p>A psicopatologia fenomenológica dedica-se a compreender as formas de estar-no-mundo e suas experiências de adoecimento, descritas na forma de categorias fenomenológicas, como o corpo. Tais dimensões possibilitam apreender o mundo vivido (psico)patológico por uma lente compreensiva e crítica.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1344 A co-experiência na supervisão humanista-fenomenológica 2026-08-07T17:03:03-03:00 Lara Vasconcelos Holanda pfcrevista@gmail.com Rosa Gonçalves Regadas pfcrevista@gmail.com Juliana Pita de Albuquerque Pereira pfcrevista@gmail.com <p>Este trabalho apresenta um relato de sentido elaborado a partir da experiência clínica de duas estagiárias de Psicologia, que acompanharam, em atendimentos individuais distintos, uma mãe de 28 anos e sua filha de 7 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no contexto de estágio curricular em clínica-escola. Fundamentado na abordagem humanista-fenomenológica e nos conceitos desenvolvidos por Maurice Merleau-Ponty, o estudo visa discutir a supervisão clínica como espaço formativo e intersubjetivo de constituição de sentido, atravessado pela corporeidade, ambiguidade e historicidade das experiências clínicas.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1345 Entre bipolaridade e esquizoafetividade 2026-08-07T17:08:10-03:00 Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com <p>Os diagnósticos psiquiátricos não apenas classificam quadros, mas reconfiguram a linguagem e os horizontes de interpretação do sofrimento, incidindo sobre a forma como as pessoas nomeiam e vivem aquilo que lhes acontece. Partindo dessa premissa, interrogamos de que modo a mania se mostra no mundo vivido de pessoas diagnosticadas com transtorno bipolar ou esquizoafetividade, tomando a fenomenologia como via para descrever a experiência sem reduzi-la a marcadores nosográficos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1346 Plantão psicológico humanista-fenomenológico para mulheres vítimas de violência na Associação Marta 2026-08-07T17:12:21-03:00 Sarah Rebeca Viana Barreto pfcrevista@gmail.com Andressa Esteves pfcrevista@gmail.com <p>O Plantão Psicológico (PP) se configura como uma modalidade de atendimento psicológico singular, pontual e focada na resolução de demandas imediatas, distinguindo-se da psicoterapia tradicional. No Brasil, a violência contra a mulher é um problema social estrutural, perpetuado por padrões culturais e sociais que reforçam a desigualdade de gênero.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1347 Fenomenologia e experiência vivida 2026-08-07T17:16:26-03:00 Gabriela Gomes Freitas Benigno pfcrevista@gmail.com <p>Este trabalho tem como objetivo refletir sobre a abordagem fenomenológica existencial à luz da experiência clínica e institucional, destacando o papel da subjetividade e da escuta sensível na constituição do cuidado. A partir das contribuições de autores como Edmund Husserl, Martin Heidegger, compreende-se que a fenomenologia não se restringe a uma metodologia, mas sim a uma postura ética diante do outro, que reconhece a complexidade da existência humana e suas múltiplas formas de manifestação.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1348 “Eu me sinto oca por dentro” 2026-08-07T17:19:12-03:00 Ana Gabriella Oliveira Magalhães pfcrevista@gmail.com Janice Dantas Peixoto pfcrevista@gmail.com <p>A educação profissional de jovens aprendizes no Brasil está em um contexto permeado por vulnerabilidades sociais, emocionais e existenciais que estão para além dos muros da escola, porém, impactam diretamente no processo de ensino aprendizagem. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) é definida como uma modalidade de educação que se integra a diferentes níveis de educação.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1349 “A dor é minha só e de mais ninguém” 2026-08-07T17:26:59-03:00 Julia Oliveira da Silva pfcrevista@gmail.com Sâmia de Carliris Oliveira Barbosa pfcrevista@gmail.com <p>O trabalho analisou as manifestações do sofrimento psíquico humano adotando a entrevista clínica como técnica de investigação e de atuação na Psicologia. Tal atuação se desdobrou de uma experiência como psicóloga clínica em formação no Estágio Básico de uma Universidade do Nordeste do Brasil.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1351 A purificação do corpo de Joana 2026-08-07T18:32:18-03:00 Guilherme de Souza Araújo pfcrevista@gmail.com Vitória Lima Sousa pfcrevista@gmail.com Samia de Carliris Oliveira Barbosa pfcrevista@gmail.com <p>O presente trabalho tem como objetivo relatar e analisar, sob a ótica da psicopatologia fenomenológica, a experiência de entrevista clínica a uma jovem em sofrimento psíquico relacionado ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), atendida no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA) de uma Universidade do Nordeste do Brasil, no contexto de Estágio Básico do Curso de Psicologia.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1352 Acompanhamento terapêutico e intercorporeidade na esquizofrenia 2026-08-07T18:36:24-03:00 Mayra Wainstok pfcrevista@gmail.com Gabriel Engel Becher pfcrevista@gmail.com <p>Este trabalho apresenta uma reflexão sobre o Acompanhamento Terapêutico (AT) como dispositivo alinhado à fenomenologia clínica, com foco nas patologias estruturais – que, segundo Messas (2021), apresentam rompimento da fundamentação intersubjetiva das experiências. Por meio de um relato clínico narrativo, busca-se compreender como a mediação da rua, o deslocar-se em conjunto e o compartilhar de uma refeição podem favorecer a construção do vínculo terapêutico e a abertura intersubjetiva.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1353 Análise dos aspectos psicopatológicos da abordagem centrada na pessoa 2026-08-07T18:40:24-03:00 Rodrigo Ferreira Maciel pfcrevista@gmail.com <p>O presente texto se trata de um ensaio teórico que visa realizar uma análise crítica acerca dos processos de adoecimento observados na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP) a partir da ótica da psicopatologia tradicional (modelo médico), destrinchando os aspectos psicopatológicos daquela sob a ótica desta e acolhendo as tensões que dali surgem. Uma vez que o modelo médico é hegemônico e reproduz iatrogenias e discursos patologizantes da vida, se faz necessário explorar novas alternativas relacionais e operativas no âmbito da saúde mental, especialmente em espaços do SUS (Sistema Único de Saúde).</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1354 Esquizofrenia e alterações do self 2026-08-07T18:46:06-03:00 Isabela Maia Feitosa pfcrevista@gmail.com Maria Clara de Vasconcelos Romero pfcrevista@gmail.com Camila Pereira de Souza pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>A esquizofrenia é um fenômeno complexo, marcado por sintomas como alucinações, delírios e desorganização do pensamento. Sua etiologia complexa passou por importantes mudanças ao longo da história, porém a hegemônica descrição sintomatológica, mostra-se insuficiente para compreender a totalidade da experiência da pessoa com esquizofrenia.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1355 O fenômeno da ansiedade na cultura digital 2026-08-07T18:52:50-03:00 Isabela Maia Feitosa pfcrevista@gmail.com Bruna Sendy Joca pfcrevista@gmail.com Camila Pereira de Souza pfcrevista@gmail.com <p>As novas tecnologias, atreladas à presença massiva da internet, trouxeram mudanças significativas para a vida cotidiana em decorrência da velocidade de comunicação, da troca de informações em tempo real e do encurtamento dos espaços geográficos com a realidade virtual.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1356 Entre rótulos e presenças 2026-08-07T18:58:24-03:00 Maria Alicya Teixeira Alves Firmo pfcrevista@gmail.com <p>No cenário contemporâneo da psicologia clínica, observa-se um predomínio inquietante da lógica nosológica — um paradigma que busca enquadrar o sofrimento humano em categorias diagnósticas rigidamente delimitadas. Essa hegemonia classificatória, sustentada por sistemas como o <em>DSM-5</em> (APA, 2013) e a <em>CID-11</em> (OMS, 2019), promove um silenciamento da existência, na medida em que o sujeito passa a ser reduzido à abstração de um código clínico.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1357 Fusão e guerra com o desejo 2026-08-07T19:02:40-03:00 Louise de Lemos Bremberger pfcrevista@gmail.com Gabriel Engel Becher pfcrevista@gmail.com <p>As referências à hipersexualidade antecedem a clínica: na Grécia antiga, os Sátiros - conhecidos pela “gozação” - eram retratados com desproporcionais falos eretos. As graciosas Ninfas seduziam homens e deuses para aventuras apaixonadas. Krafft-Ebing (1886) categoriza os comportamentos sexuais desviantes, e inaugura o uso clínico dos termos “satiríase” e “ninfomania” para descrever a sexualidade excessiva em homens e mulheres, respectivamente.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1358 Corporeidade e Subjetividade na Gestação 2026-08-07T19:06:51-03:00 Paula Costa Martinez pfcrevista@gmail.com <p>Este estudo investiga a experiência vivida de uma gestante que enfrenta sofrimento relacionado a transtornos alimentares sem atender aos critérios diagnósticos tradicionais de anorexia nervosa. A problemática central reside na limitação da abordagem criteriológica dominante, que subestima a prevalência real dessas condições ao considerar apenas diagnósticos manuais rígidos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1359 Vivências corporais da ansiedade 2026-08-07T19:10:40-03:00 Artur Jorge de Sousa Costa pfcrevista@gmail.com Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com Manuela Pinto Sampaio de Albuquerque pfcrevista@gmail.com <p>A ansiedade é uma condição prevalente e multifacetada, caracterizada por sintomas cognitivos, emocionais e comportamentais. No entanto, estudos recentes têm destacado que a experiência ansiosa se expressa de maneira significativa na dimensão corporal, alterando na percepção da forma como o sujeito habita a própria corporalidade.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1360 Neonaturalismo e a tentativa de neutralização da angústia a partir da psicologia fenomenológica-existencial 2026-08-07T19:17:18-03:00 Rosymile Andrade de Moura pfcrevista@gmail.com <p>A tonalidade afetiva da angústia é uma provocação ontológica, visto que as perguntas que incorporam o que sentimos e por que sentimos trazem inquietações importantes para a nossa era de pós-verdade. O tempo do avanço da tecnologia é marcado como pós-verdade, temporalidade esta que a comunicação instantânea possibilita o debate massificado e o contato com experiência de diversas pessoas em vastos lugares.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1361 O fascínio por classificações diagnósticas na formação em Psicologia 2026-08-07T19:22:43-03:00 Rosymile Andrade de Moura revistafoz@revista.ivc.br <p>A superação do modelo biomédico na investigação das psicopatologias ou transtornos mentais é uma discussão que deve ser retomada. A apropriação dos determinismos classificatórios nas ciências naturais foi determinante para que um rompimento das humanidades (ciências humanas) propusesse novas formas de interpretação e compreensão do ser.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1362 A depressão pós-parto sob a lente da psicopatologia fenomenológica 2026-08-07T19:26:41-03:00 Caroline Vasconcelos revistafoz@revista.ivc.br Lucas Bloc revistafoz@revista.ivc.br Virgínia Moreira revistafoz@revista.ivc.br <p>A depressão pós-parto pode ser compreendida como um modo de ser global da mulher que se constitui a partir de alterações do modo de vivenciar o corpo, o tempo, o espaço, a relação com o outro e consigo própria (noção de <em>self</em> ou identidade). Ainda que o diagnóstico seja um momento importante na compreensão do fenômeno psicopatológico da depressão pós-parto, ressaltamos a necessidade do contato com a experiência vivida da pessoa em sofrimento, para ampliar a compreensão de seu processo de adoecimento, indo para além da sintomatologia.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1363 Aproximações fenomenológicas entre as experiências de ansiedade e TOC 2026-08-07T19:36:04-03:00 Eduardo Barreto Fernandes Silva revistafoz@revista.ivc.br Camila Pereira de Souza revistafoz@revista.ivc.br Lucas Guimarães Bloc revistafoz@revista.ivc.br <p>Os estudos sobre a ansiedade como quadro patológico tem se expandido em decorrência de sua maior prevalência em escala global. A ansiedade é caracterizada por um estado de tensão regido por sensações de angústia, medo paralisante, aceleração de comportamentos e pensamentos. Vale destacar que a ansiedade, além de ser considerada um transtorno específico, a saber: os transtornos de ansiedade, também atravessa diversos quadros patológicos como sintoma ou parte de seu estilo existencial.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1364 TDAH na Infância e Adolescência sob uma Perspectiva Fenomenológica 2026-08-07T19:43:27-03:00 Camilla Braga Maia revistafoz@revista.ivc.br Manuela Pinto Sampaio de Albuquerque revistafoz@revista.ivc.br Juliana Lima de Araújo revistafoz@revista.ivc.br <p>Este estudo propõe uma abordagem fenomenológica ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes, com ênfase na compreensão das vivências subjetivas e a complexidade existencial dos indivíduos diagnosticados. Distanciando-se da perspectiva restrita aos critérios biomédicos, a investigação utiliza conceitos fundamentais de Merleau-Ponty e Minkowski para analisar como as categorias de Corpo, Espaço, Tempo e Outro moldam a experiência desses sujeitos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1365 Luto na terapia centrada na pessoa 2026-08-07T19:50:07-03:00 Maria Júlia Girão Araújo revistafoz@revista.ivc.br Paulo Coelho Castelo Branco revistafoz@revista.ivc.br <p>Este estudo analisa o processo terapêutico de elaboração de luto de uma cliente, que perdeu seu pai na pandemia de COVID-19. Verifica-se que há uma escassez de estudos empíricos, no Brasil, sobre processo terapêutico e os efeitos da intervenção clínica centrada na pessoa, principalmente no panorama de estudos sobre luto e perdas, além da existência de poucas pesquisas nacionais clínicas que utilizem instrumentos de avaliação da terapia.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1366 A experiência do residente de psiquiatria no ensino de psicopatologia no contexto do SUS 2026-08-07T19:55:30-03:00 Paula Schettino Rigolon revistafoz@revista.ivc.br Octavio Domont de Serpa Junior revistafoz@revista.ivc.br <p>Introdução: O estudo investiga a experiência de residentes de psiquiatria em formação no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente com relação ao ensino de psicopatologia.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1367 Os benefícios da arteterapia pelo olhar da Psicopatologia Fenomenológica 2026-08-07T20:00:25-03:00 Sofia Cruz Mendes de Abreu revistafoz@revista.ivc.br Emile Martins Lira revistafoz@revista.ivc.br <p>A psicopatologia fenomenológica constitui uma abordagem teórica e clínica que busca compreender as experiências subjetivas dos indivíduos em seu modo de ser e perceber o mundo, fundamentada nos princípios da fenomenologia filosófica. Essa perspectiva enfatiza a importância de explorar a experiência vivida, priorizando a descrição detalhada das manifestações subjetivas sem reduzir ou patologizar prematuramente esses fenômenos, especialmente, na presença de experiências marcadas por transtornos mentais.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1368 Quantas gotas são necessárias até que esse copo transborde? Escutas clínicas do sofrimento masculino 2026-08-07T20:06:24-03:00 Ariane Hillery Ribeiro Silva revistafoz@revista.ivc.br Jorhan Marinho de Almeida revistafoz@revista.ivc.br <p>Este trabalho apresenta a análise de dois casos clínicos conduzidos no Serviço de Práticas Psicológicas (SPP) da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), com base na abordagem fenomenológica do sofrimento psíquico masculino. Os participantes, jovens adultos, buscaram atendimento com suspeita de TDAH, mas a escuta clínica revelou modos de existir atravessados por sobrecargas afetivas e imposições da masculinidade normativa.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1369 Relato de caso de esquizofrenia com sintomas obsessivos compulsivos 2026-08-07T20:12:00-03:00 Sthefano Machado dos Santos revistafoz@revista.ivc.br <p>Introdução: A relação da esquizofrenia com sintomas obsessivos compulsivos ou transtorno obsessivo compulsivo é descrita na literatura, mas ainda pouco entendida e ignorada pelos manuais diagnósticos. A investigação fenomenológica contribui para a compreensão estrutural dessas perturbações, incluindo o modelo do distúrbio do self para esquizofrenia e o da constituição antieidética para o transtorno obsessivo compulsivo. Problemática: Como se dá a relação constitutiva da experiência obsessiva-compulsiva em pacientes com esquizofrenia?</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1370 “Sem provar a cachaça” 2026-08-07T20:16:23-03:00 Leticia Coelho Bezerra de Meneses revistafoz@revista.ivc.br Sofia Cruz Mendes de Abreu pfcrevista@gmail.com <p>Os transtornos por uso de álcool (DSM-5), que na CID-10 são divididos em abuso e dependência de álcool, estão entre os transtornos psiquiátricos mais comuns e os mais frequentes entre homens e, entre mulheres, o mais frequente, depois dos transtornos de ansiedade. O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS-AD) aparece como um serviço facilitador do processo de tratamento e de recuperação, pois é um dispositivo de saúde de caráter aberto e comunitário, especializado em tratamento de saúde mental e reinserção social de pessoas com algum transtorno mental severo e abuso de álcool e outras drogas.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1371 Da fenomenologia clássica à crítica 2026-08-07T20:22:16-03:00 Islay Ianne Ponte Parente pfcrevista@gmail.com Maria Clara de Matos Dourado Simões pfcrevista@gmail.com Waleska Karla Ramos de Macêdo pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>O conceito de gênero surge como uma resposta crítica às concepções essencialistas que reduzem a existência humana a determinações biológicas associadas ao sexo. Segundo essa visão, ao nascer, as experiências e os papéis sociais do indivíduo seriam naturalmente determinados pela genitália</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1372 A noção de self na experiência dos transtornos alimentares 2026-08-07T20:28:42-03:00 José Waldo Saraiva Neto pfcrevista@gmail.com Anna Gabrielle Andrade Gonçalves pfcrevista@gmail.com Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>A Psicopatologia Fenomenológica oferece uma perspectiva valiosa para a compreensão dos Transtornos Alimentares, por transcender abordagens centradas exclusivamente em mudanças comportamentais e na remissão sintomática. Essa lente busca uma compreensão profunda do que fundamenta a experiência psicopatológica em suas condições de possibilidades: corpo, tempo, espaço, outro e self. Partindo desse referencial teórico, entendemos que no vivido dos Transtornos Alimentares ocorrem alterações na experiência corporal e no self, fundamentada pela supremacia do olhar do outro.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1373 Transe como alívio para o vivido depressivo 2026-08-07T20:51:12-03:00 Ana Valquíria de Freitas Ribeiro pfcrevista@gmail.com Islay Ianne Ponte Parente pfcrevista@gmail.com Lucas Lima Campos pfcrevista@gmail.com <p>O presente trabalho surge da proposta do Estágio Básico V do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza, que visa à compreensão do sofrimento psíquico a partir da escuta clínica. Ao longo da história da psicopatologia, os critérios de normalidade e patologia foram sendo reconfigurados, muitas vezes reduzindo o sofrimento humano a categorias diagnósticas generalizantes.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1374 A psicopatologia fenomenológica no abuso do álcool e outras drogas 2026-08-07T20:56:06-03:00 Sofia Cruz Mendes de Abreu pfcrevista@gmail.com Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com <p>A psicopatologia fenomenológica constitui uma abordagem teórica e clínica que busca compreender as experiências subjetivas dos indivíduos em seu modo de ser e perceber o mundo. Fundamentada nos princípios da fenomenologia filosófica, essa perspectiva enfatiza a importância de explorar a experiência vivida, priorizando a descrição detalhada das manifestações subjetivas sem reduzir ou patologizar prematuramente esses fenômenos, especialmente na presença de experiências marcadas por transtornos mentais, dentre eles o transtorno por uso de álcool devidos ao uso de substâncias psicoativas.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1376 Bordando afetos 2026-08-07T23:35:33-03:00 Mharianni Ciarlini de Sousa Bezerra pfcrevista@gmail.com Letícia Vieira Goulart pfcrevista@gmail.com Anna Victoria Freitas Martins pfcrevista@gmail.com Hudson Cesar de Souza Barao Vieira pfcrevista@gmail.com <p>As oficinas de criatividade para mulheres foram propostas como alternativa para acolher a experiência das mães que acompanhavam seus filhos em atendimento psicológico no Serviço Escola de Psicologia da Universidade Federal do Delta do Parnaíba. O bordado, atividade tradicionalmente vinculada ao feminino e marginalizada como trabalho doméstico artesanal, foi escolhido como recurso manual expressivo para as oficinas devido ao seu valor simbólico, político e subjetivo</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1377 Transtorno afetivo bipolar no CAPS 2026-08-07T23:48:30-03:00 Bruna Soares Picanço pfcrevista@gmail.com Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com <p>No Brasil, o surgimento de novas formas de cuidado voltadas à saúde mental dos indivíduos é historicamente recente e tornou-se possível dentro de um contexto sócio-político complexo, pelos seus modelos assistenciais. Nesse contexto, surgem os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) procurando oferecer um espaço institucional que favoreça a reinserção na vida civil. No estado do Ceará, o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) está entre os casos mais incidentes na atenção pública à saúde mental, todavia a concepção do TAB e o seu cuidado se encontram em contínua mudança, pelo movimento histórico conceitual no campo psicopatológico.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1378 Quando o mundo se esvazia 2026-08-07T23:52:54-03:00 Isadora Lima Peixoto pfcrevista@gmail.com Karla Carneiro Romero pfcrevista@gmail.com <p>Este trabalho consiste em um estudo de caso da paciente Camila, vivenciado na prática de estágio clínico na Universidade de Fortaleza no período de 2023 e 2024, utilizando uma compreensão humanista-fenomenológica acerca da depressão, a partir de uma perspectiva crítica sobre a experiência do adoecimento. A compreensão diagnóstica não objetivou a classificação do paciente em enquadramentos nosográficos e sim uma percepção da singularidade de seu funcionamento, considerando o olhar para o seu mundo vivido.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1379 Ansiedade enquanto fenômeno social e intersubjetivo 2026-08-07T23:57:42-03:00 Maria Clara Aguiar Melo pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>A ansiedade é definida enquanto um sentimento de apreensão e desconforto em relação a uma possível ameaça futura. Para a psicopatologia fenomenológica, as experiências ansiosas funcionam enquanto um “desbalanço protentivo”, isto é, são voltadas ao futuro (porvir). Porém, o que se entende socialmente como ansiedade também faz parte da existência humana, a qual é construída por meio de relações intersubjetivas que são estabelecidas.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1380 A escrita expressiva no contexto psicoterapêutico 2026-08-08T00:03:06-03:00 Maria Clara Aguiar Melo pfcrevista@gmail.com Juliana Lima de Araújo pfcrevista@gmail.com <p>A Escrita Expressiva foi inicialmente pensada pelo psicólogo James W. Pennebaker e é uma modalidade de escrita que tende a ser eficaz àqueles que encontram alívio ao expressar suas emoções. Tal prática pode evocar situações do passado, mas também promover diálogos com o presente, além de possibilitar o sujeito confrontar-se com determinadas situações.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1381 O mundo vivido e a percepção alterada em Alice no País das Maravilhas 2026-08-08T00:08:48-03:00 Maria Clara Santos Pinheiro pfcrevista@gmail.com Juliana Lima Araujo pfcrevista@gmail.com Sâmia Carliris pfcrevista@gmail.com Álvaro Rebouças Fernandes pfcrevista@gmail.com <p>Esta pesquisa tem como objetivo realizar uma leitura fenomenológica do filme Alice no País das Maravilhas, propondo uma análise dos personagens secundários como possíveis expressões simbólicas de uma vivência psicótica. A abordagem utilizada é qualitativa, tendo como principal metodologia a análise fílmica, com base em critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos para selecionar cenas e interações relevantes.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1382 A esquizofrenia à luz da psicopatologia contemporânea 2026-08-08T00:14:52-03:00 Laura Bezerra de Menezes Ferreira pfcrevista@gmail.com Isabela Maia Feitosa pfcrevista@gmail.com Juliana Pita de Albuquerque Pereira pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>Desde seu início, a Psicopatologia Fenomenológica tem a esquizofrenia como um de seus temas centrais, buscando compreender o adoecimento do indivíduo a partir da totalidade de sua experiência em entrelaçamento com o mundo e antagonizando os compêndios da psiquiatria clássica. Entende-se a esquizofrenia como um processo de adoecimento multifatorial, vivenciada na interseção entre elementos biológicos, genéticos, neuroquímicos, ambientais, sociais e históricos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1383 Entre fenomenologia e psicopatologia 2026-08-08T00:20:27-03:00 Adriano Furtado Holanda pfcrevista@gmail.com Letícia Joana Jardim pfcrevista@gmail.com <p>Eugène Minkowski é uma das figuras centraisa interseção entre Fenomenologia e Psicopatologia. Esta pesquisa tem, pois, por interesse aprofundar uma formação nos campos da história da Psicopatologia, especificamente a Psicopatologia fenomenológica de Minkowski no Brasil e, por objetivo, explorar a emergência referenciação à Minkowski e suas obras no Brasil. A justificativa para dar seguimento aos propósitos, é que há pouca produção no paísom relação direta ao autor e a suas obras.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1384 A centralidade da psicopatologia fenomenológica para a construção de um novo paradigma da psiquiatria 2026-08-08T00:25:57-03:00 Roberto Mandetta pfcrevista@gmail.com <p>Nos últimos anos, são frequentes e consistentes as demandas, na comunidade científica internacional, pela construção de um novo paradigma em saúde mental, diante dos resultados decepcionantes produzidos nos trinta anos de hegemonia do paradigma dominante na atualidade, em termos de diagnóstico, terapêutica, prevenção, direcionamento da pesquisa científica e desenvolvimento de novas práticas sociais que possam efetivamente mitigar a alta incidência e prevalência de transtornos mentais nas sociedades contemporâneas</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1385 Elaborações teóricas e práticas do trauma psicológico na psicologia humanista centrada na pessoa e experiencial 2026-08-08T00:29:22-03:00 Rodrigo Ferreira Maciel pfcrevista@gmail.com Paulo Coelho Castelo Branco pfcrevista@gmail.com <p>O texto almeja construir uma nova leitura de trauma psicológico, a partir da psicologia humanista, mais especificamente através das vertentes experienciais e centrada na pessoa. Entende-se inicialmente que o trauma psicológico é um fenômeno clínico de alta prevalência no Brasil e no mundo e produz graus de sofrimento elevado para suas vítimas.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1386 Uma fenomenologia da depressividade entre os Jenipapo-Kanindé 2026-08-08T00:33:23-03:00 Valdenia Maria Lima Leandro Saraiva pfcrevista@gmail.com Carlos Kleber Saraiva de Sousa pfcrevista@gmail.com <p>Diferentemente dos modelos explicativos tradicionais, a psicopatologia fenomenológica busca compreender as transformações estruturais da existência que se operam nas experiências de adoecimento, tais como se manifestam na corporeidade e na temporalidade vividas. À luz dessa perspectiva, realizamos uma análise da depressividade entre os indígenas Jenipapo-Kanindé, no contexto da cerimônia cultural do Marco-Vivo.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1387 Contribuições rogerianas aos conceitos de ansiedade e vulnerabilidade 2026-08-08T00:37:54-03:00 Virgilio Soares Luna Coelho pfcrevista@gmail.com Paulo Coelho Castelo Branco pfcrevista@gmail.com <p>Rogers erigiu uma teoria da personalidade e do comportamento humano a partir de estudos clínicos quase-experimentais e laboratoriais experimentais entre 1945 e 1963 nas Universidades de Chicago e Wisconsin. Seus desenvolvimentos teóricos tinham a finalidade de fornecer um alicerce explicativo para sua teoria da psicoterapia, operacionalizando seus conceitos nas condições necessárias e suficientes para a mudança terapêutica da personalidade, na descrição do processo psicoterapêutico e em pesquisas para sua aprimoração.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1301 Investigando modos de ser no mundo 2026-05-01T11:30:30-03:00 Allan Køster allankoester@gmail.com Anthony Vincent Fernandez fernandez.anthony.v@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, desenvolvemos uma nova abordagem para integrar a fenomenologia filosófica à pesquisa qualitativa. Essa abordagem utiliza os conceitos da fenomenologia - a saber,&nbsp; os existenciais - ao invés de seus métodos (como a </span><em><span style="font-weight: 400;">epoché </span></em><span style="font-weight: 400;">ou as reduções). Apresentamos essa proposta tanto a filósofos quanto a pesquisadores qualitativos, pois acreditamos que a melhor forma de conduzir tais estudos é através da colaboração interdisciplinar. Na seção 1, revisamos o debate sobre o papel da fenomenologia na pesquisa qualitativa, e argumentamos que os pesquisadores qualitativos não têm aproveitado plenamente o que a fenomenologia filosófica tem a oferecer, motivando, assim, a necessidade de novas abordagens. Na seção 2, introduzimos nossa proposta alternativa, que denominamos Pesquisa Qualitativa Fenomenologicamente Fundamentada (PQFF). Estabelecendo paralelos com as aplicações da fenomenologia nas ciências cognitivas, explicamos como fundamentos fenomenológicos podem ser usados para estruturar (</span><em><span style="font-weight: 400;">front-load</span></em><span style="font-weight: 400;">) conceitualmente um estudo qualitativo, estabelecendo um foco direto em uma ou mais estruturas da existência humana, ou do nosso ser no mundo. Na seção 3, ilustramos essa abordagem com um exemplo de estudo qualitativo realizado por um dos autores: uma investigação sobre o impacto existencial do luto pela perda precoce de algum dos pais. Na seção 4, esclarecemos o tipo de conhecimento que os estudos fenomenologicamente fundamentados&nbsp; produzem e como ele pode ser integrado às abordagens vigentes.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 André Domenici de Alencar; Allan Køster, Anthony Vincent Fernandez; Gabriel Engel Becher, Marcelo Vieira Lopes https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1253 Pour une éthique, une citrique et une clinique de l'inutile en psychopathologie phénoménologie 2025-10-09T19:13:16-03:00 Jérome Englebert jerome.englebert@uliege.be <p>Este artigo propõe o desenvolvimento de uma ética, uma crítica e uma clínica do inútil no campo da Psicopatologia Fenomenológica, com ênfase na abordagem terapêutica da esquizofrenia. Parte-se da constatação paradoxal de que a principal estratégia terapêutica amplamente empregada, a verbalização narrativa da experiência, é estruturalmente sobreponível ao sintoma cardinal da esquizofrenia, a hiperreflexividade, compreendida como a tendência do sujeito de interrogar reflexivamente fenômenos que deveriam ser vividos de modo tácito e pré reflexivo. Examina-se, nesse contexto, as contribuições e limitações das escalas fenomenológicas EASE e EAWE, apontando que tais instrumentos pressupõem uma correlação entre experiência vivida e sua verbalização que nem sempre se verifica na clínica esquizofrênica. Introduz-se, em seguida, o conceito de self territorial como dimensão intermediária entre o self mínimo e o self narrativo, argumentando que é precisamente esse nível, o do vivido espontâneo, corporificado e relacional, que se encontra perturbado na esquizofrenia e permanece subrepresentado nas abordagens terapêuticas convencionais. A partir dessa análise, defende-se que uma clínica do inútil, constituída por práticas informais e aparentemente destituídas de finalidade terapêutica explícita, como mediações artísticas, interação com animais, o humor e o simples caminhar, pode configurar um engajamento ético mais profundo com o paciente esquizofrênico. Sustenta-se que experimentar o inútil é, paradoxalmente, o que há de mais difícil e de mais necessário na clínica contemporânea. Conclui-se com a proposição de uma walking cure como complemento à talking cure freudiana, afirmando o valor terapêutico da espontaneidade, do passeio e do direito de se perder como condições de possibilidade para o reencontro do sujeito esquizofrênico com a experiência pré-reflexiva da existência.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Equipe Editorial; Jérome Englebert https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1317 Por uma ética, uma crítica e uma clínica do inútil na Psicopatologia Fenomenológica 2026-07-25T14:12:33-03:00 Jérôme Englebert jerome.englebert@uliege.be Lucas Bloc bloclucas@gmail.com Gabriel Huet gabrielhuet@gmail.com <p>Este artigo propõe o desenvolvimento de uma ética, uma crítica e uma clínica do inútil no campo da Psicopatologia Fenomenológica, com ênfase na abordagem terapêutica da esquizofrenia. Parte-se da constatação paradoxal de que a principal estratégia terapêutica amplamente empregada, a verbalização narrativa da experiência, é estruturalmente sobreponível ao sintoma cardinal da esquizofrenia, a hiperreflexividade, compreendida como a tendência do sujeito de interrogar reflexivamente fenômenos que deveriam ser vividos de modo tácito e pré reflexivo. Examina-se, nesse contexto, as contribuições e limitações das escalas fenomenológicas EASE e EAWE, apontando que tais instrumentos pressupõem uma correlação entre experiência vivida e sua verbalização que nem sempre se verifica na clínica esquizofrênica. Introduz-se, em seguida, o conceito de self territorial como dimensão intermediária entre o self mínimo e o self narrativo, argumentando que é precisamente esse nível, o do vivido espontâneo, corporificado e relacional, que se encontra perturbado na esquizofrenia e permanece subrepresentado nas abordagens terapêuticas convencionais. A partir dessa análise, defende-se que uma clínica do inútil, constituída por práticas informais e aparentemente destituídas de finalidade terapêutica explícita, como mediações artísticas, interação com animais, o humor e o simples caminhar, pode configurar um engajamento ético mais profundo com o paciente esquizofrênico. Sustenta-se que experimentar o inútil é, paradoxalmente, o que há de mais difícil e de mais necessário na clínica contemporânea. Conclui-se com a proposição de uma walking cure como complemento à talking cure freudiana, afirmando o valor terapêutico da espontaneidade, do passeio e do direito de se perder como condições de possibilidade para o reencontro do sujeito esquizofrênico com a experiência pré-reflexiva da existência.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1296 Entre Filosofia, Psiquiatria e Psicologia 2026-03-25T11:51:46-03:00 Bruna Soares Picanço brunasoarespicanco@gmail.com Lucas Guimarães Bloc bloclucas@gmail.com José Waldo Saraiva Neto psi.josewaldo@gmail.com Marianna Facó mariannafaco@gmail.com <p>Este artigo propõe uma reflexão sobre o lugar da Psicopatologia Fenomenológica (PF) no cenário clínico contemporâneo. Sob uma abordagem inspirada na ambiguidade merleau-pontyana, defende-se que a PF não se fixa em um território único, mas se constitui no entrelaçamento entre filosofia, psicologia e psiquiatria. Esse “entre” é apontado como potência crítica, ética e clínica, capaz de sustentar uma prática plural e sensível à experiência vivida. Três perspectivas principais são indicadas. Primeiramente, epistemológica, discute-se a tensa relação entre as fenomenologias filosófica e clínica. Na segunda, apresenta-se um panorama da produção científica dos últimos dez anos (2015-2025). Na terceira, social e política, aborda-se lacunas como a falta de diversidade e a necessidade de incorporar perspectivas críticas (feministas, decoloniais, antirracistas). Conclui-se acerca da necessidade de um chamado à valorização da pesquisa, da experiência em primeira pessoa e da construção de uma PF que se efetive na clínica, como prática viva e ética.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Bruna Soares Picanço, Lucas Guimarães Bloc, José Waldo Saraiva Neto, Marianna Facó https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1318 Between Philosophy, Psychiatry, and Psychology 2026-07-25T14:37:23-03:00 Lucas Guimarães Bloc bloclucas@gmail.com Bruna Soares Picanço brunasoarespicanco@gmail.com José Waldo Saraiva Neto psi.josewaldo@gmail.com Marianna Facó mariannafaco@gmail.com <p>This article reflects on the place of Phenomenological Psychopathology (PP) in the contemporary clinical landscape. Inspired by Merleau-Ponty’s notion of ambiguity, it argues that PP does not belong to a single domain, but emerges through the interweaving of philosophy, psychology, and psychiatry. This “in-between” is understood as a critical, ethical, and clinical potential, supporting a plural practice sensitive to lived experience. Three perspectives are outlined. First, from an epistemological standpoint, it examines the tense relationship between philosophical and clinical phenomenologies. Second, it presents an overview of scientific production over the past decade (2015–2025). Third, from a social and political perspective, it highlights gaps such as lack of diversity and the need to include critical approaches (feminist, decolonial, anti-racist). It concludes by calling for greater recognition of research, first-person experience, and the development of PP as a living, ethical clinical practice.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1249 Alienação social e transtorno mental 2025-09-28T12:19:33-03:00 André Domenici de Alencar andredomenici3@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Busca-se, neste trabalho, argumentar que o sofrimento advindo da alienação de cunho social é endêmico na contemporaneidade, e distinto do substrato psicopatológico. A diferenciação entre alienação social e transtorno mental é rara na literatura psicopatológica, o que resulta em limitações nos avanços de abordagens eficazes e específicas para ambas as condições. Dessa forma, compreendo que a Psicopatologia fenomenológica comporta a possibilidade de análise e crítica da condição social do indivíduo, e isso pode se perder se houver um foco que realize a análise das condições de possibilidade da consciência à revelia do meio no qual o sujeito está imerso. Este trabalho se propõe, portanto, a diferenciar a alienação social e o transtorno mental e, assim, demonstrar o risco de patologizar e estigmatizar ainda mais os sujeitos alienados socialmente, indicando tratamentos diferenciais e adequados para pacientes que sofrem com sofrimentos psicopatológicos e sociais.&nbsp;</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 André Domenici de Alencar https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1319 Social alienation and mental disorder 2026-07-25T16:01:48-03:00 André Domenici de Alencar andredomenici3@gmail.com <p>This paper argues that the suffering arising from socially rooted alienation is endemic in contemporary society and distinct from a psychopathological substrate. The differentiation between social alienation and mental disorder is rare in the psychopathological literature, which limits the development of effective and specific approaches for both conditions. Phenomenological psychopathology, therefore, offers the possibility of analyzing and critiquing the individual’s social condition—a possibility that can be lost if the focus shifts toward examining the conditions of possibility of consciousness in disregard of the milieu in which the subject is immersed. This study thus seeks to distinguish social alienation from mental disorder and to demonstrate the risk of pathologizing and further stigmatizing socially alienated individuals, while indicating differential and appropriate treatments for subjects who suffer from both psychopathological and social forms of distress.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1264 O agora (in)suportável 2026-03-17T14:37:40-03:00 Francisco Luan de Souza Carvalho luan-smsb@hotmail.com Anne Camile Costa Pereira psiannecamile@gmail.com Lucas Guimarães Bloc bloclucas@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo discutir sobre o fenômeno da urgência psicológica em sua dimensão existencial, considerando-o não como mera condição clínica, mas como expressão encarnada e situada da experiência em crise. Parte-se da compreensão de que a urgência psicológica, tradicionalmente compreendida por modelos biomédicos como uma manifestação crítica de sofrimento psíquico que demanda intervenção imediata, é frequentemente reduzida a um conjunto de sintomas e protocolos, desconsiderando sua complexidade existencial. O método consiste em uma análise teórico-fenomenológica, baseada em autores como Merleau-Ponty, Tatossian e Fuchs, e outros autores contemporâneos, articulando conceitos como temporalidade vivida, corpo próprio, intersubjetividade e<em> Lebenswelt</em> (mundo da vida). O trabalho se estrutura em três eixos de discussão: (1) as condições de possibilidade da urgência psicológica, abordando-a como mudança momentânea no modo de viver e no habitar cotidiano; (2) o deslocamento da compreensão biomédica para uma leitura fenomenológica do fenômeno, distinguindo sintoma e fenômeno como categorias centrais na clínica; e (3) as implicações éticas e clínicas de uma escuta ampliada, que privilegie a presença e a co-responsividade no encontro terapêutico. Os resultados teóricos indicam que a urgência psicológica não se restringe a um evento patológico e sintomatológico, mas manifesta um estranhamento no modo de vivência subjetiva do tempo vivido, do corpo e da relação com o Outro, bem como do mundo compartilhado. Conclui-se que a clínica fenomenológica pode acolher essa mudança repentina, não como algo a ser contido, mas como abertura para o cuidado e para a reconstrução de sentido. A urgência psicológica, neste horizonte, pode ser compreendida como expressão da vulnerabilidade existencial e como oportunidade de reabertura ao mundo, exigindo uma ética da presença e da escuta.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Francisco Luan de Souza Carvalho, Anne Camile Costa Pereira, Lucas Guimarães Bloc https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1320 The (un)bearable now 2026-07-25T16:15:13-03:00 Francisco Luan de Souza Carvalho luan-smsb@hotmail.com Anne Camile Costa Pereira psiannecamile@gmail.com Lucas Guimarães Bloc bloclucas@gmail.com <p>The present article aims to discuss the phenomenon of psychological urgency in its existential dimension, considering it not as a mere clinical condition but as an embodied and situated expression of experience in crisis. It departs from the understanding that psychological urgency, traditionally conceived by biomedical models as a critical manifestation of psychic suffering that demands immediate intervention, is often reduced to a set of symptoms and protocols, disregarding its existential complexity. The method consists of a theoretical-phenomenological analysis, grounded in authors such as Merleau-Ponty, Tatossian, and Fuchs, among other contemporary thinkers, articulating concepts such as lived temporality, the lived body, intersubjectivity, and Lebenswelt (the lifeworld). The paper is structured around three axes of discussion: (1) the conditions of possibility of psychological urgency, addressing it as a temporary shift in one’s mode of living and inhabiting the everyday world; (2) the displacement from a biomedical understanding to a phenomenological reading of the phenomenon, distinguishing between symptom and phenomenon as central categories in clinical practice; and (3) the ethical and clinical implications of an expanded mode of listening, one that privileges presence and co-responsiveness within the therapeutic encounter. The theoretical findings indicate that psychological urgency cannot be restricted to a pathological or symptom-based event but rather manifests a form of estrangement in the subjective experience of lived time, the body, and the relation to the Other, as well as to the shared world. It is concluded that phenomenological practice can welcome this sudden shift not as something to be contained but as an opening toward care and the reconstruction of meaning. Within this horizon, psychological urgency may be understood as an expression of existential vulnerability and as an opportunity for re-engagement with the world, calling for an ethics of presence and listening.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1263 Sintomas obsessivo-compulsivos e psicoses endógenas 2026-02-26T09:41:50-03:00 Igor Studart igorstudart@icloud.com <p>A inespecificidade dos sintomas obsessivo-compulsivos (SOCs) é reconhecida desde a psicopatologia clássica, seja pela sua presença no curso de psicoses endógenas ou de forma episódica/crônica em afecções não psicóticas graves. A partir da perspectiva fenomenológica-dialética, este trabalho busca evidenciar o significado estrutural dos SOCs no contexto das psicoses endógenas, restringindo-se a comentários clínico-psicopatológicos. Inicialmente, discute-se a relação entre SOCs e doença maníaco-depressiva. Na melancolia, a retroversão temporal e a objetivação do tempo favorecem a emergência de fenômenos obsessivos, enquanto na mania, a expansão do polo do Eu dissolve o impasse obsessivo, indicando relações estruturais opostas. Em seguida, examina-se a esquizofrenia por meio do caso clássico de Lola Voss (Binswanger). Lola desenvolve superstições complexas, “compulsão de leitura” e “fobia de roupas”, evoluindo para delírios persecutórios. Binswanger questiona se ideias delirantes podem emergir de ideias obsessivas ou se ambas seriam expressões de um mesmo Humor Delirante. No caso, obsessão e delírio se entrelaçam, formando “tons graduados de estruturas psíquicas”. A análise diacrônica do caso permite articular a clínica clássica com pesquisas atuais, como o estudo de Egea-Fernandez et al. (2024), que identifica duas fases dos SOCs em pacientes em uso de clozapina: uma primeira, correlacionada à gravidade psicótica, e uma segunda, à concentração sérica do fármaco. A primeira fase encontra paralelo no caso Lola; a segunda suscita investigações sobre a “memória corporal” e a corporeidade como dimensão implicada na ação antipsicótica. Conclui-se que a articulação entre leitura fenomenológica e dados empíricos contemporâneos amplia a compreensão dos SOCs nas psicoses endógenas, deslocando o foco de sintomas isolados para fenômenos enraizados na totalidade da experiência psicopatológica, e permitindo pensar a interface entre diagnóstico, estrutura e intervenção terapêutica.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Igor Studart https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1321 Obsessive-compulsive symptoms and endogenous psychoses 2026-07-25T16:42:19-03:00 Igor Studart igorstudart@icloud.com <p>The nonspecific nature of obsessive-compulsive symptoms (OCSs) has been recognized since the era of classical psychopathology, whether due to their presence during the course of endogenous psychoses or their episodic/chronic manifestation in severe non-psychotic disorders. Adopting a phenomenological-dialectical perspective, this study aims to highlight the structural significance of OCSs within the context of endogenous psychoses, limiting the scope to clinical-psychopathological observations. Initially, the relationship between OCSs and manic-depressive illness is discussed. In melancholia, temporal retroversion and the objectification of time foster the emergence of obsessive phenomena; conversely, in mania, the expansion of the "Self" pole dissolves the obsessive impasse, pointing to opposing structural relationships. Next, schizophrenia is examined through the classic case of Lola Voss (Binswanger). Lola develops complex superstitions, a "compulsion to read," and a "phobia of clothing," eventually progressing to persecutory delusions. Binswanger questions whether delusional ideas can emerge from obsessive ideas or if both are expressions of the same "Delusional Mood." In this case, obsession and delusion intertwine, forming "graded shades of psychic structures." A diachronic analysis of the case allows for bridging classical clinical practice with contemporary research—such as the study by Egea-Fernandez et al. (2024), which identifies two phases of OCSs in patients taking clozapine: a first phase correlated with psychotic severity, and a second linked to the drug's serum concentration. The first phase finds a parallel in the Lola case, while the second prompts investigations into "body memory" and corporeality as dimensions involved in antipsychotic action. It is concluded that the integration of a phenomenological reading with contemporary empirical data broadens the understanding of SOCs in endogenous psychoses, shifting the focus from isolated symptoms to phenomena rooted in the totality of the psychopathological experience, and enabling an examination of the interface between diagnosis, structure, and therapeutic intervention.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1248 O Praecox Feeling e a incompreensibilidade empática na esquizofrenia segundo a descrição da intercorporeidade em Merleau-Ponty 2026-02-26T09:32:28-03:00 Flavio Guimarães-Fernandes fernandesfg95@gmail.com <p style="text-align: justify;">Este artigo investiga as condições de possibilidade do <em>Praecox-Gefühl</em> (PF), a sensação de estranhamento atmosférico experienciada no encontro com o paciente esquizofrênico, conforme descrita por Rümke. O objetivo é oferecer uma descrição fenomenológica para essa experiência de incompreensibilidade empática, utilizando como base a filosofia de Maurice Merleau-Ponty, especialmente sua obra <em>Fenomenologia da Percepção</em>. A argumentação demonstra como a experiência de um "eu" (corporeidade) e de um "nós" (intercorporeidade) se funda em uma intencionalidade corporal pré-reflexiva, um "corpo anônimo" que nos ancora em um mundo de significações compartilhadas. Através da análise de exemplos clínicos como o membro fantasma e a anosognosia, e do contraste entre a vivência normal e a patológica, o texto revela que a saúde depende de uma harmonia tácita entre o corpo habitual (passado) e o corpo atual (presente), e de uma fusão intercorporal com o outro. Conclui-se que a esquizofrenia se manifesta como uma dupla desarmonia: uma fratura na ponte intersubjetiva que nos conecta aos outros e uma fratura no alicerce que une a própria mente ao próprio corpo. O PF é, portanto, a apreensão clínica direta dessa dupla fratura. Dessa forma, o estudo reafirma o PF não apenas como uma ferramenta diagnóstica, mas como um "fio condutor" que ilumina a arquitetura invisível da existência e aponta novos caminhos para a compreensão da consciência humana.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Flavio Guimarães-Fernandes https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1322 The Praecox Feeling and Empathic Incomprehensibility in Schizophrenia According to Merleau-Ponty’s Description of Intercorporeity 2026-07-25T17:13:15-03:00 Flavio Guimarães-Fernandes fernandesfg95@gmail.com <p>This article investigates the conditions of possibility for the <em>Praecox-Gefühl</em> (PF), the feeling of atmospheric strangeness experienced in the encounter with the schizophrenic patient, as described by Rümke. It aims to offer a phenomenological description of this experience of empathic incomprehensibility, taking as its basis the philosophy of Maurice Merleau-Ponty, especially his work <em>Phenomenology of Perception</em>. The argument demonstrates how the experience of an “I” (corporeity) and of a “we” (intercorporeity) is founded upon a pre-reflective bodily intentionality, an “anonymous body” that anchors us in a world of shared significations. Through the analysis of clinical examples such as the phantom limb and anosognosia, and through the contrast between normal and pathological lived experience, the text reveals that health depends on a tacit harmony between the habitual body (past) and the actual body (present), and on an intercorporeal fusion with the other. It concludes that schizophrenia manifests as a double disharmony: a fracture in the intersubjective bridge that connects us to others and a fracture in the foundation that unites one’s own mind to one’s own body. PF is, therefore, the direct clinical apprehension of this double fracture. In this way, the study reaffirms PF not only as a diagnostic tool, but as a “guiding thread” that illuminates the invisible architecture of existence and points toward new avenues for understanding human consciousness.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1251 Entre Barthes e Merleau-Ponty 2025-09-30T21:14:07-03:00 Gabriel Engel Becher becher.gabriel@gmail.com <p style="font-weight: 400;">Este artigo propõe uma aproximação fenomenológica da experiência amorosa a partir do diálogo entre&nbsp;<em>Fragmentos de um discurso amoroso</em>&nbsp;(1977), de Roland Barthes, e <em>Fenomenologia da percepção</em>(1945), de Maurice Merleau-Ponty – para além das teorias sobre o amor. Frente à escassez de registros fenomenológicos que compreendam o amor vivido enquanto origem e evidência da estrutura, expressa no gesto linguístico, busca-se reconstituir o discurso amoroso como fenômeno fundamental da experiência. Mesmo sem vínculos explícitos com a clínica, os autores oferecem, cada qual à sua maneira, subsídios para uma Psicopatologia fenomenológica do enamoramento – subsídios estes que alicerçam o conceito autoral de patologias do amor. Barthes dramatiza o amante como sujeito fragmentado, tensionado pela linguagem, enquanto Merleau-Ponty categoriza a experiência afetivo-sexual como modo original da percepção e do sentido encarnado. A partir disso, propõe-se uma reorganização das figuras barthesianas segundo as condições de possibilidade da experiência amorosa: intersubjetividade, corporeidade, espacialidade, temporalidade e afetividade. Por fim, delineia-se uma terapêutica fenomenológica do amor, ancorada na intercorporeidade e dirigida aos fenômenos máximos do amadurecimento vivido, como saída para as patologias do amor. Este trajeto é condensado em um mapa conceitual – guia de leitura do artigo e síntese das condições e dos desdobramentos fenomenológicos do amor.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Gabriel Engel Becher https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1323 Between Barthes and Merleau-Ponty 2026-07-25T17:35:20-03:00 Gabriel Engel Becher becher.gabriel@gmail.com <p style="font-weight: 400;">This article proposes a phenomenological approach to the amorous experience through a dialogue between Roland Barthes’s <em>A Lover’s Discourse: Fragments</em> (1977) and Maurice Merleau-Ponty’s <em>Phenomenology of Perception</em> (1945)—moving beyond theories of love. Given the scarcity of phenomenological accounts that conceive of lived love as both origin and evidence of structure, expressed in the linguistic gesture, this study seeks to reconstitute the amorous discourse as a fundamental phenomenon of experience. Even without explicit ties to clinical practice, the authors, each in their own way, provide contributions toward a phenomenological psychopathology of enamoration—contributions that underpin the authorial concept of pathologies of love. Barthes, on the one hand, dramatizes the lover as a fragmented subject, caught in the tension of language, while Merleau-Ponty, on the other, categorizes the affective-sexual experience as an original mode of perception and embodied meaning. Building on this, a reorganization of Barthes’s figures is proposed according to the conditions of possibility of the amorous experience: intersubjectivity, corporeality, spatiality, temporality, and affectivity. Finally, a phenomenological therapeutics of love is outlined, grounded in intercorporeality and oriented toward the maximal phenomena of lived maturation, as a means of addressing the pathologies of love. This trajectory is condensed into a conceptual map—a reading guide for the article and a synthesis of the phenomenological conditions and developments of love.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Gabriel Engel Becher https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1261 Considerações fenomenológicas sobre o amor e o ciúme em “A chave”, de Junichiro Tanizaki 2026-02-26T09:43:42-03:00 José Henrique Sousa Luz henriqueluz1802@gmail.com <p>O romance “A chave”, do escritor japonês Junichiro Tanizaki, concede elementos que permitem uma instigante possibilidade de reflexão sobre a relação entre sexualidade e fenomenologia. Tanizaki conta a história de um casal em que marido e esposa escrevem separadamente seus respectivos diários, a princípio sem revelar o conteúdo ao parceiro, expressando nas páginas intensas confissões de caráter erótico. Entretanto, em determinado momento, ambos suspeitam que são lidos um pelo outro às escondidas. A partir de então, o leitor da obra não sabe se o que é relatado nos diários corresponde a verdades ou a experiências e sentimentos forjados, com o objetivo de que um parceiro intencionalmente confunda o outro. Assim, a narrativa revela uma dinâmica em que o encontro com o outro é substituído por jogos de manipulação e encenação. À luz do capítulo “O corpo como ser sexuado”, da “Fenomenologia da percepção” de Merleau-Ponty, é possível identificar, na trama, distorções da condição erótica. Para o filósofo, a sexualidade é um modo originário de presença no mundo, uma via de acesso ao outro enquanto sujeito. Em Tanizaki, entretanto, essa dimensão encontra-se corrompida: o olhar não é permeado pela reciprocidade, e o corpo do outro é reduzido a objeto fetichizado. Onde poderia haver cortejo, enquanto expressão corporal do amor, surgem o ciúme e a traição como artifícios para sustentar a excitação. Assim, “A chave” expõe experiências em que a sexualidade, em vez de linguagem de reciprocidade, converte-se em um campo de manipulações que negam a alteridade do outro.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 José Henrique Sousa Luz https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1324 Phenomenological Considerations on Love and Jealousy in Junichiro Tanizaki’s “The Key” 2026-07-25T17:59:06-03:00 José Henrique Sousa Luz henriqueluz1802@gmail.com <p>The novel “The Key”, by Japanese writer Junichiro Tanizaki, offers elements that allow for a thought-provoking reflection on the relationship between sexuality and phenomenology. Tanizaki tells the story of a couple in which the husband and wife write their respective diaries separately, initially without revealing the content to their partner, expressing intense confessions of an erotic nature within the pages. However, at a certain point, both suspect that they are secretly being read by each other. From then on, the reader is uncertain whether what is reported in the diaries corresponds to truth or to fabricated experiences and feelings, intended for one partner to intentionally confuse the other. Thus, the narrative reveals a dynamic in which the encounter with the other is replaced by games of manipulation and staging. In light of the chapter “The Body as a Sexed Being” from Merleau-Ponty’s “Phenomenology of Perception”, it is possible to identify distortions of the erotic condition in the plot. For the philosopher, sexuality is an original mode of presence in the world, a means of accessing the other as a subject. In Tanizaki, however, this dimension is corrupted: the gaze is not permeated by reciprocity, and the other's body is reduced to a fetishized object. Where there could be courtship, as a bodily expression of love, jealousy and betrayal emerge as artifices to sustain arousal. Thus, “The Key” exposes experiences in which sexuality, instead of a language of reciprocity, becomes a field of manipulation that denies the other's otherness.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1259 Vivir es escribir el poema que somos 2025-10-20T20:29:24-03:00 Martín Buceta martinbuceta@uca.edu.ar <p>Este artigo examina o papel da ficção literária na constituição do sentido e da identidade pessoal. Partindo de uma pergunta central na tradição filosófica e literária: Por que nós, seres humanos, lemos e produzimos ficções persistentemente? Se bem as neurociências da narrativa já destacaram suas funções adaptativas – facilitar a cognição social, promover a coesão comunitária, possibilitar a internalização de normas morais e oferecer um marco para antecipar situações da vida real –, aqui se sustenta que seu aporte mais decisivo reside na configuração da subjetividade e na construção do sentido. Na primeira seção, é abordada a problemática da “morte de Deus” em Nietzsche, e suas consequências culturais: a perda de fundamentos transcendentes, a dissolução dos marcos morais e a experiência de um mundo sem orientação. Ainda que as respostas contemporâneas se dividam entre a radicalização de propostas tradicionais e o sincretismo, a persistência do problema demanda alternativas conceituais. A segunda seção explora uma dessas alternativas a partir da ficção literária, e em particular do romance, concebido como dispositivo que possibilita a elaboração de uma identidade narrativa. Em diálogo com a hermenêutica de Paul Ricoeur, se argumenta que a ficção cumpre uma tripla mediação: referencialidade (entre ser humano e mundo), comunicabilidade (entre sujeito e os outros) e compreensão de si (entre o sujeito e si mesmo). A partir dessa perspectiva, a ficção não constitui uma evasão ou mero entretenimento, mas uma forma de <em>poiesis</em> capaz de conferir unidade ao disperso e configurar tramas de sentido. A tese central pode se resumir à fórmula: viver é escrever o poema que somos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Equipe Editorial; Martín Buceta https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1325 Viver é escrever o poema que somos 2026-07-25T21:45:05-03:00 Martin Buceta martinbuceta@uca.edu.ar Miguel Montero pfcrevista@gmail.com Juliana Pita pfcrevista@gmail.com <p>Este artigo examina o papel da ficção literária na constituição do sentido e da identidade pessoal. Partindo de uma pergunta central na tradição filosófica e literária: Por que nós, seres humanos, lemos e produzimos ficções persistentemente? Se bem as neurociências da narrativa já destacaram suas funções adaptativas – facilitar a cognição social, promover a coesão comunitária, possibilitar a internalização de normas morais e oferecer um marco para antecipar situações da vida real –, aqui se sustenta que seu aporte mais decisivo reside na configuração da subjetividade e na construção do sentido. Na primeira seção, é abordada a problemática da “morte de Deus” em Nietzsche, e suas consequências culturais: a perda de fundamentos transcendentes, a dissolução dos marcos morais e a experiência de um mundo sem orientação. Ainda que as respostas contemporâneas se dividam entre a radicalização de propostas tradicionais e o sincretismo, a persistência do problema demanda alternativas conceituais. A segunda seção explora uma dessas alternativas a partir da ficção literária, e em particular do romance, concebido como dispositivo que possibilita a elaboração de uma identidade narrativa. Em diálogo com a hermenêutica de Paul Ricoeur, se argumenta que a ficção cumpre uma tripla mediação: referencialidade (entre ser humano e mundo), comunicabilidade (entre sujeito e os outros) e compreensão de si (entre o sujeito e si mesmo). A partir dessa perspectiva, a ficção não constitui uma evasão ou mero entretenimento, mas uma forma de poiesis capaz de conferir unidade ao disperso e configurar tramas de sentido. A tese central pode se resumir à fórmula: viver é escrever o poema que somos.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1257 O fenômeno da ansiedade na cultura digital 2026-03-31T08:54:02-03:00 Camila Pereira de Souza camila.psouza01@gmail.com Bruna Sendy brunasendy@hotmail.com Isabela Maia isabelamfeitosa@hotmail.com <p>As novas tecnologias, atreladas à presença massiva da internet, trouxeram mudanças significativas para a vida cotidiana das pessoas em escala global. Como passamos cada vez mais tempo online, nosso contato com o mundo passou a ser também mediado por telas, o que nos levou a questionar os impactos da cultura digital na vida humana e seu atravessamento nos modos de sofrimento contemporâneo, tais como a ansiedade. Neste trabalho, temos como objetivo compreender o fenômeno da ansiedade em seu entrelaçamento à cultura digital por meio de uma perspectiva crítica situada no campo da fenomenologia clínica. Para este fim, elaborou-se uma pesquisa de base bibliográfica por meio de um ensaio teórico. Identificamos que diante da hiperestimulação, a ansiedade é compreendida como um fenômeno intersubjetivo situado na interseção entre sujeito e cultura, especialmente na configuração da cultura digital. Evidenciou-se que a experiência ansiosa não pode ser reduzida a uma relação causal e determinista com o virtual, mas sim compreendida por meio do entrelaçamento ambíguo entre sujeito-outrem-mundo, o qual se desvela na lógica do desempenho e abre condições de possibilidade do vivido (psico)patológico. Como resultado, evidencia-se a necessidade de uma postura clínica crítica, ética e compreensiva, capaz de incorporar a dimensão intersubjetiva e cultural na escuta sensível das experiências e configurações da ansiedade no mundo contemporâneo. Tal perspectiva aponta para o rompimento com práticas voltadas ao mero ajustamento, patologização e adaptação dos sujeitos às lógicas de produção e desempenho, revelando as formas pelas quais o mundo digitalmente mediado pode enrijecer ou restringir as condições de possibilidade do existir humano.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Camila Pereira de Souza, Bruna Sendy, Maia, I. https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1326 The phenomenon of anxiety in the digital culture 2026-07-25T22:28:26-03:00 Camila Pereira de Souza camila.psouza01@gmail.com Bruno Sendy brunasendy@hotmail.com Isabela Maia isabelamfeitosa@hotmail.com <p>New technologies, linked to the massive presence of the internet, have brought significant changes to people's daily lives on a global scale. As we spend more and more time online, our contact with the world has also become mediated by screens, leading us to question the impacts of digital culture on human life and its intersection with contemporary forms of suffering, such as anxiety. In this work, we aim to understand the phenomenon of anxiety in its intertwining with digital culture through a critical perspective situated in the field of phenomenological psychopathology. To this end, we conducted a bibliographic research study through a theoretical essay. In the face of hyperstimulation, anxiety is understood as an intersubjective phenomenon situated at the intersection between subject and culture, especially in the configuration of digital culture. It was evident that the current anxious experience cannot be reduced to a linear causal relationship with culture, but rather understood as an ambiguous and constitutive intertwining between the self-other-world, where the exposure to the logic of performance and temporal acceleration modulate the conditions of possibility of psychopathological experience. As a result, there is a clear need for a critical, ethical, and comprehensive clinical approach, capable of incorporating the intersubjective and cultural dimensions into sensitive listening to experiences and configurations of anxiety in the contemporary world. This perspective points to a break with practices focused on mere adjustment, pathologization, and adaptation of subjects to the logic of production and performance, revealing the ways in which the digitally mediated world can stiffen or restrict the conditions of possibility of human existence.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1327 A Phenomenological-Structural Approach to Suicide in Adolescence 2026-07-25T22:59:59-03:00 Daniela Ceron-Litvoc daniela@ceronlitvoc.com <p>Suicide in adolescence is often approached through epidemiological risk factors or diagnostic categories, yet these perspectives frequently fail to account for why this life stage is marked by such intense vulnerability to existential suffering. This article argues that adolescence constitutes a singular condition of risk not primarily because of external factors, but because it involves a radical reorganization of the basic conditions of subjective experience. Drawing on a phenomenological-structural framework, the paper examines how the profound reconfiguration of temporality, spatiality, embodiment, and intersubjectivity during adolescence creates a terrain in which suicidal ideation may emerge as a response to overwhelming instability rather than as a discrete pathological symptom.</p> <p>The analysis shows that the adolescent experience is characterized by an excessive openness to the future, a destabilization of embodied self-experience, an abrupt expansion of social and symbolic space, and a shift from vertical to horizontal forms of intersubjective support centered on peers. These structural transformations are further intensified in contemporary digital contexts, where fragile bonds, collective narratives, and online exposure amplify both contagion and vulnerability, as illustrated by the Werther and Papageno effects.</p> <p>Clinically, the article proposes that effective intervention requires more than risk management or symptom reduction. While pharmacological measures may reduce acute danger, therapeutic work must primarily aim to restore temporal movement and biographical continuity through singular intersubjective engagement. By reframing adolescent suicide as an expression of structural vulnerability rather than mere pathology, this phenomenological-structural approach offers a conceptual and clinical framework capable of integrating individual suffering, social context, and therapeutic responsibility</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1241 Uma Abordagem Fenomenológico-Estrutural do Suicídio na Adolescência 2026-02-26T11:03:36-03:00 Daniela Ceron-Litvoc daniela@ceronlitvoc.com <p>O suicídio na adolescência é frequentemente abordado a partir de fatores de risco epidemiológicos ou de categorias diagnósticas; contudo, essas perspectivas frequentemente deixam de explicar por que essa etapa da vida é marcada por uma vulnerabilidade tão intensa ao sofrimento existencial. Este artigo argumenta que a adolescência constitui uma condição singular de risco não primordialmente por causa de fatores externos, mas porque envolve uma reorganização radical das condições básicas da experiência subjetiva. Com base em uma perspectiva fenomenológico-estrutural, o artigo examina como a profunda reconfiguração da temporalidade, da espacialidade, da corporeidade e da intersubjetividade durante a adolescência cria um terreno no qual a ideação suicida pode emergir como resposta a uma instabilidade avassaladora, mais do que como um sintoma patológico discreto. A análise mostra que a experiência adolescente é caracterizada por uma abertura excessiva ao futuro, uma desestabilização da experiência corporal de si, uma expansão abrupta do espaço social e simbólico, e uma passagem de formas verticais para formas horizontais de sustentação intersubjetiva, centradas nos pares. Essas transformações estruturais são ainda mais intensificadas nos contextos digitais contemporâneos, nos quais vínculos frágeis, narrativas coletivas e exposição online amplificam tanto o contágio quanto a vulnerabilidade, como ilustram os efeitos Werther e Papageno. Clinicamente, o artigo propõe que uma intervenção efetiva requer mais do que manejo de risco ou redução sintomática. Embora medidas farmacológicas possam reduzir o perigo agudo, o trabalho terapêutico deve visar primariamente à restauração do movimento temporal e da continuidade biográfica por meio de um engajamento intersubjetivo singular. Ao reformular o suicídio adolescente como expressão de vulnerabilidade estrutural, e não como mera patologia, essa abordagem fenomenológico-estrutural oferece um arcabouço conceitual e clínico capaz de integrar sofrimento individual, contexto social e responsabilidade terapêutica.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Daniela Ceron-Litvoc https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1262 Um Corpo Nem para Mim, Nem para o Outro 2026-02-26T09:45:48-03:00 Thaís Gazotti thaisgazotti@yahoo.com <p style="font-weight: 400;">Este ensaio teórico realiza uma leitura fenomenológica do caso de Ellen West em diálogo com uma história clínica contemporânea, Hellena, uma jovem com diagnóstico de anorexia nervosa. As narrativas evidenciam o sofrimento presentes na experiência do corpo, da identidade e da intersubjetividade, revelando a anorexia como expressão de um conflito existencial profundo no ser-com-o-outro. A recusa alimentar, o isolamento social e a fragmentação da relação com o proprio corpo refletem uma tentativa de proteção frente à invasão do olhar e do desejo pelo outro. O amor, enquanto possibilidade de ser e de existir no mundo, aparece atravessado por medo, idealização e distanciamento corporal. Nessa perspectiva, a anorexia nervosa se configura como uma forma de reorganização identitária diante da fragilidade do eu e do colapso da intercorporeidade. Assim, amor e corpo vivido tornam-se dimensões centrais para compreender o modo de sofrer e existir de quem busca, paradoxalmente, preservar-se do outro e de si.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Thaís Gazotti https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1328 A Body Neither for Myself nor for the Other 2026-07-25T23:40:01-03:00 Thaís Gazotti thaisgazotti@yahoo.com <p>This theoretical essay offers a phenomenological reading of Ellen West’s case in dialogue with a contemporary clinical narrative, Hellena, a young woman diagnosed with anorexia nervosa. Taken together, these narratives illuminate the suffering associated with the disorder as it unfolds through embodiment, identity, and intersubjectivity, revealing anorexia nervosa as the expression of a profound existential conflict in being-with-others. Food refusal, social withdrawal, and the fragmentation of one’s relationship with one’s own body emerge as attempts to protect the self from the perceived intrusiveness of the other’s gaze and desire. Love, as a possibility of being and existing in the world, appears marked by fear, idealization, and bodily withdrawal. From this perspective, anorexia nervosa may be understood as a form of identity reorganization in response to the fragility of the self and the collapse of intercorporeality. Love and the lived body thus become central dimensions for understanding the mode of suffering and existence of those who, paradoxically, seek to preserve themselves from the other and from themselves.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1258 Possibilidades do Olhar da Psicopatologia Fenomenológica Estrutural no Acompanhamento Psicoterapêutico de Pessoas com Experiência de Adoecimento por Câncer 2026-02-26T09:25:55-03:00 Arlinda B. Moreno morenoar@uol.com.br <p>A psicopatologia tradicional tem deixado de ser recurso à saúde mental, uma vez que, por meio de sua roupagem criteriológica (universalista), transformou-se em sinônimo de saúde mental. Tal redução redunda em traduzir sofrimento psíquico por quadros nosológicos (medicalizáveis) que conformam elementos fundamentais à funcionalidade e prontidão subservientes nos humanos tão necessários às operações lucrativas do neoliberalismo. Humanos (denominados pacientes na forja medicalizante) podem ser mergulhados em universos multiplicados de dor quando, para além do sofrimento psíquico, experienciam algum fenômeno de privação (doença): o câncer. A psicopatologia fenomenológica estrutural tem se revelado vertente de força na compreensão do humano visando à mitigação de suas dores e sofrimentos, apartada da trilha explicativa que fabrica caminhos de causalidade palatáveis à maioria da população, mas que desaguam em mananciais que obstam compreender-se a si próprio em sua humanidade, exaltando sua mais robusta objetalidade. Este ensaio pretende apontar possibilidades da psicopatologia fenomenológica estrutural no acompanhamento psicoterapêutico de pessoas com experiência de adoecimento por câncer a partir de um modelo descritivo e compreensivo aderido à fenomenologia hermenêutica heideggeriana.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Arlinda B. Moreno https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1329 Possibilities of the Phenomenological-Structural Psychopathology Glance during a Psychotherapeutic Process of People that Illness by Cancer Experience 2026-07-25T23:55:31-03:00 Arlinda B. Moreno morenoar@uol.com.br <p>Traditional psychopathology has ceased to be a resource to mental health, since, through its criteriological (universalist) façade, it has become synonymous with mental health. This reduction results in translating psychological suffering into nosological (medicalizable) frameworks that constructed fundamental elements to the subservient functionality and readiness in humans so necessary to the lucrative operations of neoliberalism. Humans (called patients in the medicalizing forge) can be immersed in multiplied universes of pain when, in addition to psychological distress, they experience some phenomenon of deprivation (disease): cancer. The phenomenological-structural psychopathology has emerged as a powerful approach in understanding humans, aiming to mitigate their pain and suffering, separate from the explanatory route that constructs causal pathways palatable to the majority of the population, but which lead to crossroads that hinder understanding oneself in one's humanity, exalting one's most robust objecthood. This essay aims to point out possibilities of phenomenological-structural psychopathology in the psychotherapeutic follow-up of people with experience of cancer illness through a descriptive and understanding model based on Heideggerian hermeneutic phenomenology.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1418 Editorial 2026-08-08T03:58:23-03:00 Daniela Ceron-Litvoc pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p class="Corpo-revista"><span lang="PT">É com grande satisfação que apresentamos esta edição especial da revista Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea (PFC), dedicada ao III Simpósio Internacional de Psicopatologia Fenomenológica (SIPF), realizado em Fortaleza, entre 21 e 23 de agosto de 2025. Naquela oportunidade, a Sociedade Brasileira de Psicopatologia Fenômeno-Estrutural (SBPFE) uniu-se ao Apheto, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de Fortaleza, em torno de um tema que condensa a própria vocação desta tradição – <em>Ética, Crítica e Clínica: Movimentos da Psicopatologia Fenomenológica no Brasil e no Mundo</em>.</span></p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 https://revistapfc.com.br/rpfc/article/view/1419 Editorial 2026-08-08T04:00:56-03:00 Daniela Ceron-Litvoc pfcrevista@gmail.com Lucas Guimarães Bloc pfcrevista@gmail.com <p>It is with great satisfaction that we present this special issue of the journal <em>Psicopatologia Fenomenológica Contemporânea</em> (PFC), dedicated to the III International Symposium on Phenomenological Psychopathology (SIPF), held in Fortaleza from 21 to 23 August 2025. On that occasion, the Brazilian Society for Phenomeno-Structural Psychopathology (SBPFE) joined with Apheto, of the Graduate Program in Psychology of the Universidade de Fortaleza, around a theme that condenses the very vocation of this tradition — <em>Ethics, Critique and Clinic: Movements of Phenomenological Psychopathology in Brazil and in the World</em>.</p> 2026-08-08T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026